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Na outra margem da memória

"I don't think we did go blind, I think we are blind, Blind but seeing, Blind people who can see, but do not see.” José Saramago, Blindness.

18
Mai15

ataques de pânico

"Para mim não escrever no blog durante muito tempo significa normalmente uma de duas coisas: ou ando muito ocupada com a universidade e nem tempo tenho para ligar o pc ou porque sou rapariga, quase uma adolescente diria eu e tenho as minhas roturas a nível psicológico. Neste caso e durante a maioria do tempo  foi a primeira opção que me fez estar sem vir ao blog durante tanto tempo, o  final do semestre do meu ultimo ano de universidade está quase a chegar e pelo meio houve a queima das fitas, um dos melhores momentos da minha vida e que vai deixar saudades, ou seja havia para alem das coisas normais do dia-a-dia houve ainda muita coisa para preparar. A semana académica passou, os amigos que tinham cá estado, foram embora e a realidade voltou, bem como o trabalho. E foi assim que chegamos ao ponto dois de eu não vir ao blog, como alguns de vocês sabem, costumo ter alguns ataques de pânico,mas normalmente nada de grave e que eu consigo facilmente controlar, mas não foi o que aconteceu ontem, ontem depois de mais uma desilusão tive um ataque de pânico, mas diferente de tudo aquilo que já me tinha acontecido, foi muito longo e foi muito mau, não conseguia respirar parecia que ia desmaiar, ou ter um ataque de coração, nem vos digo aquilo que me passou pela cabeça durante aqueles minutos. Foi tão mau que ainda hoje me sinto mal, pela noite de ontem. Sinto-me cansada, em baixo, sem vontade de fazer nada e com muito sono, sempre com os olhos inchados e com vontade de chorar. Sei que vai passar, mas custou e foi um momento que quero evitar ao máximo. E com isto vos deixo, porque apesar de a vontade ser pouca, amanha tenho uma frequência e ainda tenho muita coisa para rever."

Isto foi um texto que eu escrevi a semana passada, quando ainda estava de rastos com o que me tinha acontecido, apetecia-me na altura vir ao blog, mas não tinha grande tempo, por isso peguei no telemóvel e escrevi aquilo que me ia na alma. Não sou do tipo de pessoa que chora quando alguma coisa corre mal, vou guardando para mim, acumulo tudo e depois há momentos em que não consigo mais e choro por coisas triviais, como por exemplo uma reportagem do telejornal com uma musica triste...

Vi que tinha alguns desafios para fazer e apesar de tarde, assim que puder irei-os fazer! Beijinhos

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"Começo a conhecer-me. Não existo. Sou o intervalo entre o que desejo ser e os outros me fizeram, ou metade desse intervalo, porque também há vida ... Sou isso, enfim ... Apague a luz, feche a porta e deixe de ter barulhos de chinelos no corredor. Fique eu no quarto só com o grande sossego de mim mesmo. É um universo barato. " Álvaro de Campos

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