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Na outra margem da memória

"I don't think we did go blind, I think we are blind, Blind but seeing, Blind people who can see, but do not see.” José Saramago, Blindness.

01
Out17

O ferro de engomar e eu

Este post surge perante a minha indignação contra os ferros de engomar e tudo o que se lhe está associado. Já inventaram as máquinas de lavar a roupa, as de secar e outras tantas coisas , muitas delas sem interesse algum que não custava nada inventar uma máquina que deixasse a roupa direitinha. Hoje estava eu, contra a minha vontade e a fumegar por tudo quanto era lado, diga-se de passagem, a passar a ferro quando me queimei mais uma vez.

Quando era miúda queria imitar tudo o que a minha mãe fazia e como tal parecia-me uma ideia genial que a ajudasse a passar a ferro, que na altura me parecia uma atividade espetacularmente interessante (miúda ingénua...). A minha mãe bem tentou demover-me destas ideias, mas no final lá acabou por ceder: "Muito bem, eu passo isto é tudo passas esta aqui que é pequenina". E claro que me queimei e ainda hoje a marca se nota na minha mão. E foi assim que começou a minha indignação contra o ferro de engomar, ponham-me a fazer tudo menos isto!

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"Começo a conhecer-me. Não existo. Sou o intervalo entre o que desejo ser e os outros me fizeram, ou metade desse intervalo, porque também há vida ... Sou isso, enfim ... Apague a luz, feche a porta e deixe de ter barulhos de chinelos no corredor. Fique eu no quarto só com o grande sossego de mim mesmo. É um universo barato. " Álvaro de Campos

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