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Na outra margem da memória

"I don't think we did go blind, I think we are blind, Blind but seeing, Blind people who can see, but do not see.” José Saramago, Blindness.

30
Jul15

Sotaques

Quando andava no segundo ciclo, à uns aninhos atrás, adorava as aulas de inglês e francês, sempre me desenrasquei bem com as duas! Verão para mim significava o retorno de emigrantes ao nosso pais e como tal, o retorno das amizades que se iam construindo ao longo dos anos. Eu adorava e divertia-me imenso com eles, mas agora vocês estão provavelmente a pensar: " está bem história engraçada, também tive uma assim, mas qual é o ponto da questão?" Pois é, isto tudo para que? Isto tudo porque eu para além de adorar as aulas de línguas estrangeiras, também gostava/gosto dos sotaques e acabava o meu verão com aquele sotaque misturado com francês. Mas a questão não é só com línguas estrangeiras, mesmo dentro de Portugal apanho os sotaques das pessoas com muita facilidade, um exemplo são as minhas colegas de casa, ambas da zona do Porto, o que ao fim de meses a viver com elas me deixa com um sotaque e expressões diferentes. E depois claro, quando chego à minha terra dizem-me coisas do género: "estás com um sotaque diferente!". 

Sou só eu ou com vocês também acontece a mesma coisa?

Beijinhos

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"Começo a conhecer-me. Não existo. Sou o intervalo entre o que desejo ser e os outros me fizeram, ou metade desse intervalo, porque também há vida ... Sou isso, enfim ... Apague a luz, feche a porta e deixe de ter barulhos de chinelos no corredor. Fique eu no quarto só com o grande sossego de mim mesmo. É um universo barato. " Álvaro de Campos

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